Chuva

31 October 2009


"As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudade
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica
na história da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor
sob a chuva
há instantes morrera


A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade"
Mariza


Absolutamente fabuloso... para quem gosta e sabe sentir. Não deixem de ouvir e reflectir...

Ticho

27 October 2009


Hoje comemoramos os três anos da tua existência, por isso, hoje é um dia especial.

O dia em que a minha almofada ganhou lugar aí surgiu um pouco depois. Fui ficando aos poucos, sentada ao canto, e fui sendo cativada. Fui ficando e hoje aqui estou a olhar para ti e a pensar como já fazes parte de mim e da minha vida.

Acompanho-te sempre de mão dada, mesmo que em silêncio, que tu tantas vezes precisas e que eu tantas vezes não sei transformar em palavras.



" Ninguém pode ocupar o vazio do teu lugar (...)

É a musica, agora, que me diz para esperar,

É a imagem de outrora que me faz acreditar,

Pudesse o céu falar aquilo que quero ouvir,

Um sinal que a saudade embarga. (...)"


PARABÉNS TICHINHO!!


Escrevo-te estas palavras apenas porque sim, porque apesar do tempo ser pouco, jamais pode ser desculpa para alguma coisa e, muito menos, para te dizer que nunca me esqueço de ti. Não me canso de gostar de ti, mana.

O traje

11 October 2009

Medo

02 October 2009


Deitei-me ali, com o olhar pousado nos pensamentos mais recônditos da minha alma.
Fechei os olhos.
Procurei abraçá-los, ora com ternura, ora com frieza.
Ora a sorrir, ora com os olhos inundados de lágrimas...

Pintei inúmeros cenários, uns que reflectiam uma paz descomunal, outros que me inquietavam o sangue.

Foram diversas as histórias que vaguevam na minha cabeça, umas em que me sentia protagonista, outras em que apenas era uma mera figurante.

Havia lugares em que eu falava, ria e até algo me surpreendia. Mas na maior parte deles, permanecia muda e era apenas mais uma personagem.

Depois de tantas voltas que os ponteiros deram ao relógio, depois de tantas cenas dramáticas terem decorrido, acho que é tempo de ter esperança que algo me devolva um pouco de felicidade, que me surpreenda sem esforço e apenas porque sim. E, porque apesar de tudo, continuo a acreditar e com todo o tempo do mundo, nesta espera. Mesmo que nunca tenha fim, sei que estarei aqui, mesmo que em silêncio.

Mesmo que nem sempre compreenda o silêncio, há olhares que se compreendem sempre e há palavras que nem sempre podem ser ditas, mesmo que queiramos e mesmo que seja, quem sabe, a última oportunidade.

Eleições

27 September 2009

Porque... votar é um dever e um direito!